quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O Herói Corporativo

Tempos bicudos, estes dias de hoje nas organizações. É... Em rio que tem piranha, jacaré nada de costas! Mas isso tudo pode mudar! Vem aí o nosso herói corporativo! Sujeito discreto, só vai na boa, mas apesar disso, em caráter reservado, revela em entrevista a este blogger o seu segredo.


Varal: Afinal, o que é ser o herói corporativo?
HC: Apesar de muitos acharem assombroso o que vou dizer, eu falo: Sobrevivência sustentada. Tão simples quanto isto.
Varal: O que é isso?
HC: A sustentabilidade da sobrevivência só se torna eficaz quando exercida permanentemente, e para consegui-la, só mesmo sendo um herói, mais até, um super herói. Aquele com super poderes especiais.
Varal: Super poderes!!??
HC: Isso! Super poderes. Qual é a do espanto?
Varal: Eu só quero entender melhor...
HC: É tão natural quanto dirigir. Você passa a primeira, se precisar passa a segunda ou até a terceira. O troço é basico só tem tres marchas.
Varal: Que troço? Que marcha?
HC: As marchas são os super poderes. Não sacou a metáfora? Vou explicar direitinho: O primeiro é o manto da invisibilidade, muito utilizado em reuniões em que você não tem nada a contribuir mas mesmo assim acabam por te convocar por algum motivo sórdido. O acionamento do manto é feito pela observação do espaço da sala de reunião, localização de pessoas indesejáveis para discussões e finalmente, pela identificação de pontos cegos em relação a estas pessoas. Dica: Chegue um poquinho antes da hora e observe o movimento.
Mas se todos os problemas fossem resolvidos pelo manto era mole! Mas a realidade é dura!
Varal: Como assim?
HC: Pô Varal, que alienação! Você não trabalha?
Varal: Não. Só blogo. Por favor continue. Quais são os outros super poderes.
HC: Como eu ia dizendo, é dureza quando uma daquelas figuras que você mapeou te descobre e começa a te colocar em evidência. É a hora de acionar o segundo super poder, o cinto bloqueador de idéias. De acionamento gradual, quando usado no nível 1 seu interlocutor começa a se confundir com suas respostas perguntas. Simples maiêutica. Quando usado no nível máximo, o sujeito esquece até o seu nome, é realmente incrível.
Mas se todos os problemas fossem resolvidos pelo cinto...
Pois é, não são. Não são mesmo! Assim, para os momentos críticos, só a cortina de fumaça. Acionada por pequenas esferas, que largadas ao chão liberam uma densa precipitação gasosa, permitindo meu desaparecimento sem constrangimentos, aliás constrangidos ficam os que sobram na sala, já que o odor da fumaça assemelha-se a algo que... huumm... prefiro não comentar.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Meu almoço de hoje

Não costumo almoçar sózinho, mas hoje não deu. Tenho dificuldade de decidir aonde comer e acabei por tomar o rumo da Rua da Quitanda e no caminho decidi por ir ao Focaccia lá na Livraria da Travessa. Gosto da combinação livros, CDs, DVDs e uma alimentação leve para o almoço. O local tava cheio, mas percebi um lugarzinho no balcão e me sentei. Cadeira boa, confortável e espaço sagrado preservado. Espaço sagrado é fundamental. Não pode ser violado. Já comeram no Galeto Gostosão! Eu já. Você num tamborete e os vizinhos da esquerda e da direita comendo o acompanhamento do seu galeto. O espaço sagrado vai pro espaço! É bom fazer esse contraponto, valoriza o lugar em que está. Fiz meu pedido, liguei meu I Touch e passei a ver o filme "Ninho Vazio", ótimo filme argentino. É... almoçar sózinho não é tão ruim quando se tem esse aparelhinho milagroso que a nanotecnologia nos dá hoje. Tomei o café, fechei a conta, sai do filme e passei a ouvir Genesis - The Lamb Lies on Broadway. Peguei a Sete de Setembro e virei na Quitanda. O disco do Genesis me transportou para 30 anos atrás, incrível o poder da música, é quase uma máquina do tempo... Já estava na esquina da Assembléia quando divisei uma bela motocicleta VMAX personalizada, toda preta, a menos dos paralamas e superfície superior do tanque de combustível, pintados em detalhes laranja brilhante. Um espetáculo! Com a aproximação, pude observar a figura que conduzia a máquina. O capacete era único, tinha uma viseira tão ampla que parecia mais um "sky window", o que me permitiu ver o rosto " V de Vingança" do condutor. Trajava jeans e camiseta preta com uma grande teia de aranha estampada nas costas. Braços, branco porcelana à Michael Jackson, camaleônicamente tatuados, finalizavam o figurino de outro mundo, mas de muito bom gosto. Senti falta da minha máquina fotográfica, certamente faria uma bela composição daquela figura, em contraste aos esgravatados daquele cenário do centro da cidade. Por instantes voltei a ser o Varal, e se possível fosse, trocava de lugar com o rapaz e...
VRuuuummmmmmmmmmmm.....

Motivação



Recentemente me encontrei com os velhos amigos de infância na Fiora, local que costumávamos frequentar nos anos 70 e 80.

Lá pelas tantas, como de costume minha língua começou a dar nos dentes e foi quando um dos meus diletos observou eloquente:

- Esse é o Varal!

É isso! Bateu!
Preciso escrever o que me der na cabeça e economizar a língua.

Será que é possível?